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Vou voltar a blogar... - 20/06/2009
   

         Depois de quase um ano; sim!, eu quero voltar a escrever aqui...
         Muita coisa aconteceu nesse meio tempo: eu me
formei no ensino médio; passei nos vestibulares (!); me mudei para o Rio; aprendi a andar pela cidade sem me perder - quer dizer, às vezes eu ainda me perco; entrei na faculdade de administração da Uerj mesmo sabendo que ia (e vou) trancar; criei um clube do livro, que por sinal está indo muito bem; e descobri que cálculo é a morte materializada em números.
         Agora eu estou me preparando psicológicamente para começar minha
verdadeira faculdade... o curso de Relações Internacionais no Ibmec.
        Talvez eu ainda volte a aparecer por aqui; mas antes eu preciso sentir que tenho algo a falar. Cuidem-se.



O meu livro sem nome. - 17/08/08
   

         Semana de provas. Okay, visivelmente estou enrolada, além de sem assunto. Então, como não queria perder o ritmo decidi deixar aqui o 1o capítulo do meu livro – que não é só meu. Mas essa parte é minha. Estou voltando a ficar ficcionada nesse livro. Acho que talvez isso não seja bom, sabe como é, tem a grande possibilidade de ele não ser terminado. E isso é triste. Mas sinceramente, esse não é dos meus capítulos favoritos, infelizmente todo livro precisa de uma introdução. Estou aberta a todo tipo de crítica construtiva! Por favor digam o que acharam, os que lerem. Então aí vai:

Capítulo 1
O primeiro dia de aula


Faz a tua ausência para que alguém sinta a tua falta. Mas não prolongue demais para que esse alguém não sinta que pode viver sem você. - Flóra Cavalcanti

         Quando cheguei à John William Mauchly High School hoje pela manhã, a escola parecia a Macy’s em véspera de Natal. Nunca vi aquelas escadas tão absurdamente cheias!
         O prédio foi reformado e ampliado durante as férias, de modo que o número de vagas aumentou bastante.
         Entrei desviando da multidão de novatos perdidos, que gritavam alucinados:
         – Alguém sabe onde fica a sala 815?
         – Pô, cadê a escada pro 2o andar?!
         – Cara, isso parece casa de filme de terror!
         Não posso culpálos. O prédio da JWMHS não é o que eu chamaria de o lugar mais adequado para uma instituição educacional. Na verdade é muito antigo e, apesar de todas as reformas, meio confuso.
         Todas as escadas, corredores e passagens, que para nós são perfeitos para fazer bagunça e matar aula de Educação Física, para um novato podem ser um pesadelo.
         Mostrei à algumas meninas onde ficava o banheiro e segui em direção ao meu armário; de onde uma garota de belos cabelos castanhos e ondulados estava me olhando com um sorriso amigável.
         – Lizzie! – dei um berro no meio do corredor.
         – Como foram as férias? Aproveitou bastante? Não ficou o verão todo trancada dentro do quarto com aquela guitarra, ficou?!
         – Gwaba, você chegou cedo! Eu nem acredito! – disse, ignorando totalmente suas perguntas.
         Elizabeth é conhecida por toda a escola como a recordista de atrasos no histórico escolar. Se é que isso realmente existe. Às vezes acho que é tudo intriga da oposição para nos manipular!
         – Comigo você não fala, Skyeright?
         Pensei em ignorar o irmão de Lizzie, parado ao seu lado, olhando para mim com aquela cara de eu-sei-que-sou-o-gostoso. Coitado! Mas aprendi com Lizzie, sempre tão gentil, a também ser educada com todos.
         – Olá! – tentei parecer sinceramente animada.
         – Por que você não vai atrás dos seus amigos, Scott? – Lizzie parecia aborrecida de verdade.
         Acho que Scott é uma exceção na coisa ser educada com todo mundo da Lizzie. Então por que EU tenho que trata-lo bem? Droga, como que eu não pensei nisso antes!?
         – Nossa... vou mesmo! Quem agüenta vocês na TPM? – bufou, indo para a ala dos atletas, dar em cima de algumas líderes de torcida.
         – Onde será que a Sam está? – Liz disse, como se quisesse que aquele assunto morresse logo.
         – Não sei... na verdade, desde que cheguei só vejo carne fresca. Está tudo uma confusão!
         Lembro-me de como é ser novo em uma escola como a John William, e vou dizer uma coisa, não é nada a agradável. Ah, não mesmo.
         As pessoas podem ser bem selvagens quando querem, então é preciso ficar esperto. Ou então pode acabar na diretoria no primeiro dia de aula, sendo acusada de matar aulas... Só porque acabou encontrado o ginásio ao seguir as instruções de alguns veteranos de como chegar à sala 442.
         Pois é. Voz da experiência.
         É difícil adaptar-se a tudo isso no começo, principalmente se você, como eu, sempre teve tudo de bandeja. Acabei forçada a parar de ser ingênua. Não sei exatamente o que aconteceu comigo, mas eu mudei. Só não sei se foi para melhor.
         Então todos a alunos, novatos ou não, foram convocados a ir direto para o auditório onde a Diretora Rhoda Bingley fez o seu típico discurso trimestral – "...em nome do corpo docente e funcionários da John William Mauchly High School".
         Não desgosto da diretora Bingley, mas eu não posso dizer que ouvi-la falar sobre as normas de conduta da escola seja algo muito agradável. Principalmente se já é a 5a vez! Quer dizer, quem ainda tem dúvida se é proibido ou não pichar as portas dos reservados dos banheiros?
         Sentamo-nos ao lado de Jesse, que tinha reservado nossos lugares — não me pergunte como — em meio a toda aquela confusão, quando Sam e John chegaram correndo. Literalmente.
         Já que ninguém estava interessado no discurso, pudemos conversar um pouco mais – aos cochichos, é claro. Mas qualquer coisa é melhor que ter de prestar atenção à Diretora Bingley.
         – Lizzie, aconteceu alguma coisa? – quis saber. – Porque hoje pela manhã...
         – Não aconteceu nada. - Liz me interrompeu.
         – Tá legal. É só que você e seu irmão sempre se deram tão bem... não estou acostumada a ver os dois brigando – falei, tentando esconder minha antipatia por Scott.
         – O que é isso, Lola? – Lizzie me lançava um olhar acusador. – Vai dizer que gosta do meu irmão agora?!
         – Não tenho nada contra ele – menti.
         – Ah, então tá legal...
         Uhnn... talvez ela tenha desconfiado que não gosto – ou, na verdade, odeio – o irmão dela, quando o chamei de fardola libidinoso, no Baile de Inverno do ano passado.
         Okay, eu não devia ter dito isso. Mas o que eu posso fazer se ele é tão devasso?! Scott levou DUAS acompanhantes para o baile! Que tipo de pessoa tem coragem de fazer isso com pobres calouras ingênuas? Scott Brody. Ele tem coragem de fazer isso.
         Após quase duas horas de discurso, a Diretora Bingley finalmente nos liberou para ver em que horários e turmas estávamos. E me colocaram em economia doméstica este trimestre! Tem noção? Eu? Na cozinha? UM DESASTRE TOTAL!
         Eu bem que tentei contestar essa decisão obviamente absurda de nossa orientadora educacional, mas ela estava um tanto relutante.
         – Lola, um pouco de farinha não irá te fazer mal algum. Agora vá almoçar com seus colegas, tenho certeza que têm muitas novidades para contar.
         – Está bem – não consigo contrariar Marge. Ela é tão... materna. Eu meio que gosto dela.
         Olhei em volta procurando Nate. Já fazia algum tempo que não o via e estava doida de saudades! Mas ninguém o viu o dia todo.
         Será que ele matou o primeiro dia de aula?!
         Mas, para dizer a verdade, duvido que fizesse algo assim. Ele é muito... maduro. E essa é uma das coisas que mais gosto em Nate! Ele não é igual aos outros veteranos da JWMHS, que só pensam em aprontar e agarrar. Sabe? Ele não é igual Scott.
         Por isso que fiquei realmente preocupada. Se Nate faltou, foi por algum motivo MUITO grave.
         Liguei para ele assim que cheguei em casa. E perguntei porque não havia ido. Mas acontece que, para minha surpresa, Nate foi.
         E nem falou comigo!
         – Onde você se enfiou?! Ninguém te viu o dia todo – murmurei um tanto quanto ressentida – Nem foi almoçar com a gente!
         – Ah... é – disse como se, só agora, estivesse retornando à realidade – Desculpa, . Eu estava com uma aluna nova. Ela acabou de se mudar para os Estados Unidos.
         – Poxa! Mas a gente não se vê há algum tempo, já. Realmente, não custava nada me procurar pra dizer um Oi, né?
         – Mas... a gente se viu sexta passada! – respondeu rindo.
         Desisto de brigar com ele.
         Se ele não se importa de passar três dias sem me ver, eu é que não vou discutir. Então me despeço e vou fazer o dever de casa, apesar de querer muito mesmo pegar o violão.
         Mal da para acreditar: as férias acabaram.

Lola Skyeright



Irresponsabilidade me deixa gorda. - 10/08/08
   

         Nessas férias eu prometi a mim mesma que me tornaria a melhor aluna possível, que faria todos os deveres, que estudaria todos os dias. Também prometi que entraria em uma dieta séria, nenhum açúcar, zero de fritura, toneladas de alface. Prometi que manteria uma rotina saudável de exercícios, dormiria cedo e acordaria cedo mesmo nos fins de semana.
         Mas apesar de todos, inclusive meus pais, considerarem-me a mais responsável das criaturas, tenho bastante certeza de ser exatamente o oposto. – Não consegui cumprir com nenhuma das promessas. Não fiz nenhum dos deveres de casa, comi baldes e mais baldes de pipoca-com-leite-condensado-e-granulado-de-brigadeiro, assisti à filmes até de madrugada, ainda nem comecei a ler o livro de literatura cobrado para segunda feira, e acordei às 11:23h esta manhã. Eu-sou-a-escória-humana.
         Terceira lei de Newton: para toda ação há uma reação. E aqui estão as conseqüências da minha preguiça mortal desta semana:

Reações positivas

         ✘ Ao entardecer, Evening: Fui ao cinema sem muitas pretensões, queria mesmo assistir a Agente 86. Mas acabei me surpreendendo com Claire Danes, atriz que pensava ser mediocre, até mesmo em sua atuação com DiCaprio – Uma Julietinha muito furreca, sempre achei. Ao entardecer é um filme sem propósito, sem fim e sem grandes explicações, mas ainda assim tocante. [spoiler] Só não gostei da parte em que Buddy morre. Sinceramente, ele era a melhor coisa do filme. Harris em si, não me significou nada. Se alguém souber dizer qual era o borogodó daquele homem me expliquem.[/spoiler] Essa é uma das minhas cenas favoritas, podem assistir que não é spoiler:



         ✘ Lost, 4a temporada - episódios 9, 10 e 11: Sempre que se pensa "Ah, agora eu estou começando a sacar esta ilha" acontece algo surpreendente, comprovando que você está tão perdido quanto os sobreviventes do Oceanic 815. Assim, sem sombra de dúvida, The Shape of Things to Come é o melhor episódio da 4a temporada, se não de todo o sériado, por mudar de forma inacreditável o rumo da estória, com o Flashforward mais misterioso da temporada. Os episódios focados em Ben, sempre são ótimos. Aaah, ele é o meu favorito!
         ✘ O herói da família, Nicholas Nickleby: Fazia muito tempo que queria ver esse filme, por três razões fundamentais: Christopher Plummer, Anne Hathaway e Charles Dickens. Eu sabia que essa junção não podia dar errado. E deixe-me dizer, eu nunca vi um filme da Anne que não achasse bom. Ou ela é boa atriz, ou tem uma sorte do caramba. Poder contracenar com Julie Andrews e Christopher Plummer, e ainda representar Jane Austen e Mia Thermópolis! Por isso que eu amo a Anne. ♥ ♥
         ✘ Os primeiros dias, Scott Westerfeld: Finalmente comecei a ler o livro que ganhei na promoção de férias da Galera Record! Estou simplesmente adorando, pelo mesmo motivo que adorei Tão ontem: é muito diferente de ler livros de garotas, escrito por garotas, para garotas! Os livros de Westerfeld são cheios de curiosidades históricas e biológicas, o tipo de coisa que eu adoro, mesmo odiando tais matérias – ou mesmo qualquer matéria. Nunca achei que gostaria de um livro sobre vampiros, mas é realmente bom. Quem saiba eu não venha a ler Crepúsculo depois dessa? Bem, desde já, recomendo!

Reações negativas

         Agora vamos a parte ruim da minha vagabundice... ✘ Deveres de literatura, química, física e geografia para fazer. ✘ Vidas Secas, 155 páginas entediantes, para ler. ✘ Dois imensos pneuzinhos para perder até novembro, vulgo apresentação de fim de ano. O Quebra Nozes. ✘ E o mais importante: um gigantesco sentimento de culpa por ser tão irresponsável, sabendo que daqui a pouco tenho provas e ainda o vestibular, e eu sei que tenho que estudar.
         Então me perdoem esse post muito mal feito, mas tenho obrigações a cumprir. Muito obrigada a todos que comentaram no meu último post, principalmente aos que realmente tiveram a santa paciência de ler – o que eu sei, foram poucos! Vocês são Um Máximo.
Xoxo,


Férias, sorvete, livros e Marte. - 01/08/08
   

         Tema redacional: O que você fez nas férias?
         Quando eu era pequena ainda menor do que sou, costumava odiar por completo esse tipo de redação. Sempre me sentia tratada como débil mental pelos professores. "Será que Férias é o único tema considerado à altura de nossas supostas mentes estúpidas?!"
         Acho que hoje em dia sinto falta.
         Assim que o último simulado – como eu odeio isso – terminou, decidi que não pensaria mais no colégio durante todo o mês. Infelizmente, meu subconsciente me odeia com vigor e, juntamente com as minhas borrachas que cismam em sumir, mirabola planos para me deixar completamente LOUCA.
         Comecei a sonhar constantemente com provas e inscrições de vestibulares até que dei um basta e redirecionei meus pensamentos para outra coisa: ficar gorda como uma baleia-assassina-mãe. Felizmente, não consegui – mas quase. Acontece que deveriam ser concedidas indulgências plenárias pela gula do simples ato de adentrar o interior de São Paulo. Mais especificamente, Marília – onde se toma café da manhã pensando no almoço, almoça pensando no lanche, lancha pensando na janta, e ceia pensando no desjejum do dia seguinte.
         Bem, sorvetes e polentas passadas, é melhor pensar no tutu branco e apertado que me aguarda no futuro. *o*
         Mas, apesar do quilos ganhos, estas férias acabaram sendo produtivas. Descobri que eu tenho sim um segundo-livro-favorito – nunca te trairia Sr. Darcy! –, Um Amor de Detetive (Sarah Mason) tornou-se muito mais do que eu esperava. Um livro que consegue se engraçado sem ser apelativo e interessante sem romantizar cada cena. Gostaria de conseguir escrever assim. Gostaria conseguir escrever. – Meu "livro" anda meio que totalmente estagnado e... Espere!
         Acabo de receber um boletim especial!
         "Ai-meu-Deus-do-céu! Acharam água em Marte!"
         Muito bem, muito bom, meus parabéns! Mas a pergunta que não quer calar é: POR QUE DIABOS VOCÊ ACHA QUE ISSO ME INTERESSA?!
         "A existência de água em Marte sublinha a importância da busca por vida no planeta, seja no presente ou no passado."
         Uhnnn... Oh, certo, claro! Agora eu entendo perfeitamente porque a Nasa e seus tão renomados cientistas gastam tempo e dinheiro – muito, muito, muito dinheiro – pesquisando o solo marciano. Afinal das contas, talvez num futuro não tão distante necessitemos importar água de Marte (totalmente viável .-.) ou talvez até mesmo novas bactérias transmissoras de doenças... já que é óbvio que não temos problemas suficientes na Terra!
         Agora a moça-do-fantástico diz: "Quem sabe Marte não possa vir a se tornar habitável"... respira, inspira, respira, inspira... já estão querendo mudar para Marte!, será que não sabem que lá não tem GRAVIDADE!?... respira, inspira, respira, inspira... ou quem sabe nunca ouviram falar que sua temperatura é de -87ºC... respira, inspira, respira, inspira...
         Depois dessa só me resta dormir e deixar o CQC ir atrás – eles definitivamente estão a solta.

Ps: São 2h da madrugada e este é o meu primeiro post... então me perdoe se está uma grande porcaria. ;)

Ps 2: O que vocês acharam desse layout?! Deu tanto trabalho, e agora to achando meio firulado demais. D: